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Saiba porquê a sua estratégia não vai te salvar.

Magnus Carlsen é campeão mundial de xadrez com 23 anos de idade. Vê-lo jogar chega a ser um desafio. A sua estratégia é tão complexa e bem definida que você vai precisar de um bom tempo para entender mais ou menos o que passa na cabeça do rapaz.

As peças do jogo – que se movem cada uma de um jeito diferente e é por isso que muita gente por aí não joga xadrez: porque é muito complicado! – ficam meticulosamente bem posicionadas, aguardando pacientemente pelo momento certo de se moverem.

Tudo calmo. Predeterminado, previsto, preciso.

Meu filho de 13 anos acabou de aprender a jogar xadrez. Ele é um sujeito um tanto impulsivo. Não gosta de tédio. Tem muita energia. Seu jogo de xadrez parece com uma partida de rouba-monte: quando começa ele sai comendo tudo o que vê pela frente. Não interessa muito o que pode acontecer nas próximas jogadas. O que vale é o agora, a oportunidade de comer mais uma peça do tabuleiro. Afinal, para que serve uma estratégia se a torre está na minha frente dando sopa? É comer e pronto: mais uma na caçapa.

Dois sujeitos bem diferentes.

Mas, sabe de uma coisa? Ter uma estratégia bem montada pode ser tão arriscado quanto não ter nenhuma. Em tempos de crise isso fica mais claro. A crise tem a mania de mudar de repente tudo o que estava dando certo. A crise muda o contexto. Ela é um motor de mudanças.

Imagine o que aconteceria com o Magnus se o juiz da partida pudesse simplesmente determinar que cada peça passe a se mover de forma diferente. O cavalo passa a se mover como o peão e o peão como o bispo e assim por diante. E tudo que tinha sido previsto perdeu o sentido… de uma hora para a outra.

O meu filho só tem o trabalho de procurar outra peça para comer. Talvez ele ache até divertido!

Há dois tipos de empresas por aí: aquelas que prezam pela sua estratégia de competição mas sofrem o mal da FALTA DE EXECUÇÃO; e aquelas que agem de modo tão impulsivo que acabam por gastar recursos e ENERGIA DEMAIS para obter resultados um tanto questionáveis.

Não há valor na estratégia sem execução, mas executar sem um plano em mente pode ser autodestrutivo.

Para uma boa execução deve haver prestação de contas, metas claras, métodos precisos para mensurar o desempenho e as recompensas certas para as pessoas que apresentarem um bom desempenho. E antes de tudo isso está uma simples e objetiva ESTRATÉGIA DE JOGO.

Se você acha que a sua estratégia pode salvar a sua empresa, pense bem sobre a lacuna entre o que a liderança da empresa quer atingir e a habilidade da organização para tal. E se você conhece alguém que costuma se gabar de ser um grande empreendedor, reveja com atenção os últimos 3 ou 4 movimentos no tabuleiro. Talvez ele esteja preparando sem perceber o seu jogo para a derrota.

Nenhuma estratégia que valha a pena pode ser planejada sem levar em conta a habilidade da organização em executá-la. E a execução não é simplesmente fazer acontecer, é COMO fazer acontecer.

Esta é a principal tarefa do líder da empresa e deve ser um elemento-chave da sua cultura. Se você não sabe executar, o todo dos seus esforços como líder sempre será menor do que a soma das partes.

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